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05/02/2020

Planejamento de qualidade otimiza aplicação de recursos públicos

Fazer o planejamento com qualidade é uma das principais dificuldades das administrações municipais. Falhas eventualmente cometidas no momento de pensar e definir o desenvolvimento do espaço urbano aparecem em um futuro pouco distante na forma de problemas na ocupação do solo, na infraestrutura, na mobilidade, no crescimento econômico. Esta é a avaliação de Alvaro Cabrini, superintendente executivo do Serviço Social Autônomo (Paranacidade, uma das cinco vinculadas da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas do Paraná - SEDU).

“Os desafios dos Municípios começam a ser superados na realização e revisão, com qualidade, dos Planos Diretores Municipais (PDMs). O planejamento das cidades precisa ser geral e sistêmico, e que mire em resultados a serem obtidos nas próximas décadas e, ainda, sempre com o melhor uso do dinheiro público”.

A lógica é que a contratação de profissionais capacitados favoreça a boa elaboração tanto do planejamento quanto dos projetos a serem executados. “Com um bom projeto, as obras tendem a ser entregues no prazo previsto, com maior economia, sem aditivos orçamentários ou problemas com as Cortes de Contas”, acrescenta.

Cabrine defende que, durante a elaboração dos Planos Diretores e de outros projetos, as mudanças pelas quais passam a comunidade mundial devem ser consideradas. “Hoje, temos uma agenda urbana muito diferente das de anos atrás. Há a Agenda Global, elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU), as novas tecnologias, as questões ligadas à acessibilidade, à mobilidade, à sustentabilidade. Tudo precisa ser observado”, diz.

Ao mesmo tempo, o agente público lembra que os conceitos sobre desenvolvimento urbano, a tecnologia e as inovações são ferramentas que devem ser utilizadas para a entrega de resultados que atendam às necessidades das populações locais. “Experiências de sucesso, de qualquer lugar do mundo, podem ser repetidas, ao mesmo tempo em que o que deu errado deve ser conhecido e evitado”, propõe.

Outro avanço proposto por Cabrini, para a elaboração do Planejamento nos Municípios, é pensar a cidade integrada à Região, onde está localizada; ou seja, propor soluções conjuntas para problemas que são comuns a diversos Municípios. Nesse sentido, a formação de parcerias aparece como alternativa para solucionar diversas carências. “Muitas Prefeituras, sozinhas, não têm condições para contratar equipes técnicas em todas as áreas da atividade pública. Mas, em consórcio, podem ter à disposição os serviços de planejamento, de engenharia, de saúde, de educação”, defende.

 

 

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