Camila fala em evento no Chile sobre os desafios de Setores Rurais serem Territórios Inteligentes 23/07/2025 - 21:22

“Recuperando as Cidades para as pessoas, um trabalho desafiador compartilhado”, é o que pretendem alcançar técnicos, especialistas e profissionais de diversas áreas no Smart City 2025, em Santiago do Chile, de 24 até 26, sábado. São propostas para Cidades Resilientes e Seguras, Gerando Comunidades Protegidas. Mas este evento vai além. A superintendente executiva do Paranacidade, Camila Mileke Scucato, presente em Santiago, abriu, antecipadamente, a sua participação já, na tarde desta quarta, 23, sendo painelista sobre o tema “Setores Rurais podem ser Territórios Inteligentes?”

Neste Painel, Camila teve a companhia da prefeita de Melipilla, Paula Garate; e da diretora do Centro de Informações de Recursos Naturais (CIREN), Katherine Araya Matus. Como moderador estava o CEO de Innspatial, Pablo Pérez. Camila compartilhou  as experiências realizadas no Paraná, de como se realizam as transferências de problemas urbanos para zonas rurais e o impacto que causam na população. Além de explicar como são usadas estratégias tecnológicas em contextos com baixa densidade populacional e com limitada conectividade.

EXEMPLOS INOVADORES - Camila mostrou também exemplos de uso de processos inovadores em áreas rurais, as capacidades de governança em liderar transformações inteligentes. E, ainda, discorreu sobre o futuro, em lugares rurais em que há agendas de Smart Cities com políticas de desenvolvimento inteligente. Ela discorreu sobre a importância do Plano Diretor Municipal de atingir a todas as áreas dos Municípios paranaenses e também sobre o ParanaInterativo como instrumento de gestão.

Em sua explanação, Camila falou sobre os desafios específicos em áreas rurais. Citou a exclusão digital e conectividade, junto com a falta de infraestrutura de alta largura de banda e o acesso limitado à Internet de Alta Velocidade. “Essas são barreiras importantes que restringem a adoção de tecnologias avançadas e a prestação de serviços”, assegurou.

VULNERABILIDADES - Para Camila, parte da população rural pode não ter as habilidades digitais necessárias para aproveitar ao máximo as ferramentas e os serviços tecnológicos. Ainda há a questão da vulnerabilidade ambiental. “Comunidades rurais são altamente vulneráveis às mudanças climáticas e à proliferação de pragas”.

 “Em última instância, o conceito de território inteligente rural nos convida a redefinir o que significa o progresso no campo. Não se trata de replicar modelos urbanos, mas de potencializar as singularidades e fortalezas do entorno rural, utilizando a tecnologia como uma ferramenta para construir comunidades mais conectadas, prósperas e resilientes, sem deixar ninguém para trás”, enfatizou Camila, que contou com a presença do analista de Desenvolvimento Municipal do Paranacidade, Geraldo Luiz Farias.

O Painel apresentado na tarde desta quarta-feira, 23, foi das 15h50 até 16h40, no Hotel Majadas de Pirque, Região Metropolitana de Santiago do Chile.