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23/11/2021

SEDU, Paranacidade e SEIL recebem Relatório de Impacto Ambiental da Nova Ferroeste

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) entregou nesta terça-feira, 23, o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para a implantação da Nova Ferroeste aos trechos Maracaju (MS) – Paranaguá (PR), passando por Cascavel, e Foz do Iguaçu – Cascavel. Trata-se de um documento fundamental para a continuidade dos processos de desestatização e construção da Ferrovia, que terá 1.291 quilômetros e irá atender 41 Municípios do Paraná e outros oito do Mato Grosso do Sul. O documento foi repassado à Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (SEDU), Serviço Social Autônomo Paranacidade – vinculado à SEDU -, e à Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), responsável pelo empreendimento.

O secretário Sandro Alex, da SEIL, lembrou que a Nova Ferroeste é um dos projetos estruturantes definidos pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para promover a transformação logística do Paraná e que a apresentação do RIMA antes do final de 2021 foi um desafio vencido graças à qualidade das equipes envolvidas e à capacidade de cooperação entre elas. Já o secretário João Carlos Ortega, da SEDU, considerou que a Ferrovia será um marco no desenvolvimento do Paraná, “que terá a capacidade de transportar seus produtos com mais agilidade e maior economia, além de garantir benefícios ambientais e na segurança”.

DESAFIOS VENCIDOS - O coordenador de Projetos da FIPE, Mateus Gregorini Costa considerou um ato desafiador “Mas a equipe deu conta. Muitas pessoas se envolveram para garantir a conclusão dos trabalhos”, disse. Ele acrescentou que, além do RIMA, entregue nesta terça, estão em conclusão os estudos que levantam os eventuais riscos jurídicos e processuais da empresa e, ainda, fazem a avaliação atual da Ferroeste e a projeção de valor da obra. Esses documentos são fundamentais no processo de atração de investidores. O Relatório será encaminhado ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), órgão responsável pelo licenciamento ambiental.

Outro assunto de interesse de investidores foi levantado pelo secretário Sandro Alex. Ele revelou que, pela primeira vez, o Governo do Estado não fez aportes para que a Ferroeste pudesse honrar os seus compromissos. “A Ferroeste sempre foi deficitária. Neste Governo, com este time, não houve a necessidade e há recursos em caixa. Isso serve para mostrar que essa empresa mexe com o Estado”, enfatizou.

EXPERTISE - De acordo com o secretário Ortega, “a definição pelo Paranacidade, para a gestão e fiscalização do contrato que gerou o RIMA, é resultado da expertise da Empresa na análise, gestão e fiscalização de projetos, desenvolvidas ao longo de 25 anos, sempre em favor do desenvolvimento dos Municípios. Esse conhecimento e a alta capacidade do seu corpo funcional o credenciam a atuar em projetos do porte da Nova Ferroeste e continuar no apoio ao desenvolvimento do Estado e na melhoria da qualidade de vida da população”.

Já o superintendente executivo do Paranacidade, Álvaro Cabrini, destacou a importância da nova Ferrovia para a economia do Estado. Para ele, os novos trilhos promoverão não apenas a ligação entre as cidades, mas “nos transportarão do Paraná de hoje para o Paraná do futuro, com a ampliação da sua capacidade logística e o melhor aproveitamento de todo o seu potencial produtivo. Essa obra colocará o Estado em um patamar competitivo com vários países. Uma Ferrovia importante como essa poderá ter, ainda, outros ramais para atender mais e mais Regiões”, assegurou. O Ministério da Infraestrutura publicou no Diário Oficial da União, de 17 de setembro de 2021, a autorização para a construção e exploração de ramal entre os Municípios de Cascavel (PR) e Chapecó (SC).

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